quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Uma sincera e confusa correspondência

Oi, bonita?

Lembra que você tinha me dito que me expresso melhor escrevendo do que falando e de um belo defeito meu que eu não lido bem com as minhas emoções?
Bom, estou aqui, escrevendo palavras que posso ainda esquecer dentro de horas mas posso lembrá-la numa mistura de ressaca e sono!
Teve uma pessoa que me disse que ela não tinha mais pique quando tinha 18 anos mas, no meu caso, eu já estava cansada de muitas coisas, cansada de me sentir uma cabaça, de coisas que eu não conseguia engolir, pelas minhas restrições de personalidade, pela confusão danada de construir a minha vida, de coisas que escondo, das pessoas, das minhas lutas, de não viver um determinado padrão de vida, principalmente quando se é mulher.
Já tive experiências muito boas com as pessoas mas também tive experiências que eu gostaria de apagar da minha vida, de socar algumas pessoas, de estar perto dequem realmente amo e de voltar á lugares aonde estive.
 Ultimamente, eu sinto muita falta de chorar mas por mais que a vontade acenda, o nosso treinamento não nos permite. Vontade de mandar se foder à quem colocar um código de conduta sobre as minhas vontades, mandar tipinhos irem à merda, socar à quem me assediasse na rua, beber até não ter sobras do meu fígado, tendo belasconversas chapadas com os amigos durante dias, tornar os hábitos cotidianos mais inúteis
e outros sonhos que me surgem a cada dia que a minha mudança proporcionou e à cada dia
que eu vivo aqui.

Por favor, venha aquio mais breve possível porque devo um abraço para você e para a minha alma.

L.S.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Quero recuperar os prazeres da imaginação!



Eu era uma criança com tendências extremas ao escapismo, auxiliada com a literatura e a arte. Apesar de que eu tinha ´´ O quarto de Van Gogh`` pendurado em meu quarto, as pessoas pensavam que eu queria ter aquele quarto, principalmente a minha mãe. Mas como eu não falei nada a respeito disso, ela deixou para lá. Porque eu me encantava realmente com Jan Van Eyck, que apesar de tentar fantasiar as cores vibrantes e realistas, no fundo era tudo místico e meio escuro.
Além disso, eu queria viver no mundo de Sherlock Holmes, sentada na lareira, tomando um chá preto, fumando um cigarro (porque eu não gosto de cachimbo), ouvindo as investigações do detetive e as indagações do Dr. Watson, que ajudava Holmes. Nossa, era muito legal se eu estivesse junto com ele para tirar o sarro da Scotland Yard,que não conseguia resolver o caso antes, viajar para lugares diferentes na Inglaterra, mexer com substâncias diferentes, com pegadas, com rastros de sangue, com toda a investigação legal deste detetive maravilhoso.
 Agora, faço o máximo possível para viver isso, mesmo com o meu ritmo que não sei como eu baguncei desse jeito, com a falta de privacidade que aumentou depois que cheguei na fase mais adulta, não podia ouvir aquele som psicodélico do Pink Floyd ou a loucura que o David Bowie me inspirava - escuto, mas tento recuperar o intenso efeito que absorvia em mim - tomando refrigerante e fumando um cigarro, lendo histórias que fincavam na minha mente, como se eu vivesse entre a imaginação e a realidade, que é a minha representação de prazer pleno.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Necessidade torrencial de transtorno

Vivo numa plena e maníaca bagunça. Livros abertos, uns espalhando-se com os outros, lençóis enrolados na cama, as roupas pareciam que estavam se agarrando, a cozinha suja de gordura bastante acumulada e os panos de chão jogados em cada canto do chão. Não somente a minha casa mas a mesa de trabalho era um projeto arquitetônico exótico, onde procurações, documentos, protocolos se edificassem no meios das loucuras externas ao trabalho, como documentos do curso, pessoais, papéis de doces e comprovantes, além do velho monitor, que já estava caleijado de tanta pancada que dei nele. O carro parecia um motel pelas camisinhas usadas, exalando o cheiro seco destas e do álcool que era derramado das garrafas em cada freiada ou cada mulher com quem eu estava.
 Tudo isso externa bem pouco daquilo que situa-se em minha cabeça. Os orgasmo sem objetivo, o stress mal externado, o carinho que meu irmão pequeno fazia na minha cabeça, a sequidão da minha mãe, a alegria do meu pai, os dez anos fracassados por causa de um amor que não se dobrava ao respeito, as risadas dos meus amigos, os conselhos que eu dava e recebia, as pancadas que levei dos policiais, os lábios das meninas que eu beijava, o medo da morte, os pensamentos que a minha mente impunha de alguma origem desconhecida.
 Quer saber? Deixa como está! Não existe tipos de vida onde não se tenha alguma carga, nenhuma mente com total pudor e ninguém que não tenha alguma característica que os ``outros``não  formulam de esquisita. Todos terão vazio, a esquisitice e a amenidade e não me imagino vivendo sem isto. Digo que sem isto, até respirar é um ato em vão.

domingo, 9 de setembro de 2012

Uma dose de felicidade?

 Finalmente tive noção da gama de tudo o que passava pela minha cabeça. Ao ver a dimensão que o meu consciente podia alcançar, eu banalizei as dores esporádicas, as pequenas preocupações, as bobagens que os outros cuspiam, além de esquecer os maus momentos que passei. A serventia de tudo isso era pra que eu ficasse mais esperta em relação as coisas e para que eu não perdesse o senso de realidade. Fora isso, penei para apagar toda a toxina que isso me causou. Porém, consegui.
 Dizem que o mundo está por acabar, outros dizem que não faz sentido que Deus construa o mundo para destruí-lo. Às vezes, eu penso na segunda opção mas também penso que o mundo vai se acabar, tendo a noção do quanto o ser humano tem a mesquinhez de alimentar o seu superego com coisas fúteis.
 Com isso, tive a noção de que eu não vou saber para aonde eu vou depois que a última batida será tocada. Nem quero perder tempo com isso com essa de que a alma irá morrer, se vou pro céu, se vou pro inferno. Sei que tenho coisa muito melhor a fazer aqui do que rebaixar o meu pensamento ao egoísmo e a futilidade. O que importa é viver da melhor maneira possível!
Quando a gente menos imagina, uma pequena dose de felicidade inspira a felicidade de outras pessoas!

Be happy!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

A literatura e as suas mudanças, sob o olhar de Guillermo Arriaga.

Olá galera!!

Enquanto eu ainda não posto algum texto bem legal para vocês, entrego-lhes uma entrevista que a Revista da Cultura fez com o escritor, roteirista e diretor mexicano Guillermo Arriaga em 2008, ano que ele veio ao Brasil para participar da FLIP .Ele fez o roteiro dos filmes Amores Brutos, 21 Gramas e Babel, que vale muito a pena assitir, além dos seus livros Um Doce Aroma de Morte, O Búfalo da Noite, Esquadrão Guilhotina e Retorno 201. Aliás, ele é um dos autores que tem um estilo que  me inspira nos textos, a questionar o que deve ser questionado e abraçar a literatura como se fosse o trajeto para maiores descobertas.

“Diga que eu pratico esportes. Nunca me perguntam isso, mas eu gostaria que soubessem que sou bom em atividades físicas.” Pode parecer paradoxal que o autor cerebral, capaz de criar roteiros com tramas artesanalmente entrelaçadas e livros densos, trabalhos resultantes de grande esforço de pesquisa, queira chamar a atenção para suas habilidades corporais. Talvez tenha sido a influência das Olimpíadas, já que conversávamos no mesmo sábado em que o nadador César Cielo ganhou ouro em Pequim, feito que emocionou nosso entrevistado.

Guillermo Arriaga é, de fato, múltiplo e único. Escreveu Esquadrão guilhotima aos 29 anos, no qual resgata a Revolução Mexicana (1910-1920), para contar a história do advogado Feliciano Velasco, que disfarça sua origem aristocrata para se aproximar do revolucionário Pancho Villa e vender-lhe uma guilhotina, mas acaba cooptado como "compañero".

Também escreveu os romances Um doce aroma de morte e O búfalo da noite, e o volume de contos Retorno 201. Tornou-se mundialmente conhecido como roteirista dos filmes Amores brutos, 21 gramas e Babel, todos com direção de Alejandro Gonzáles Iñárritu, com quem rompeu por não aceitar que o diretor seja geralmente identificado como o único autor do filme ou pelo menos tenha mais visibilidade que o escritor. Foi premiado em Cannes em 2005, por Os três enterros de Melquíades Estrada, dirigido por Tommy Lee Jones. A película trabalha com o valor de uma morte, assim como nos outros filmes, e critica a maneira como os mexicanos migrantes para os EUA são tratados. 

Você escreve do México e sobre ele, com muitas referências históricas. Este país tem uma cultura ancestral muito forte. Como pensa a identidade mexicana hoje? É preciso entender que os liberais não perderam a guerra no México e isso definiu o país de uma maneira muito forte. Foi um dos primeiros países a ter a lei de divórcio, a não ter religião oficial, e tudo isso tem a ver com a cultura indígena. Foi um grande presente liberal. Mas, apesar de haver um movimento que reivindicava, há um racismo escondido e desigualdade; tivemos um milhão de mortos na revolução mexicana. É curioso como Obama visita a França e a Alemanha, mas não o México. E este é o país que mais influencia os Estados Unidos. A migração se aprofunda, 90% da cocaína entra por lá. Além disso, é seu maior comprador de armas; existe um tráfico à inversa, que é o de armas, para o México. O país está em um momento de definição. Há grande violência, narcotráfico, desigualdade econômica. São semelhanças com o Brasil, com a diferença de que lá o tráfico alimenta um mercado maior do que aqui.

Como os mexicamos percebem isso? Somos um país profundamente nacionalista. Sentimos que o Texas e a Califórnia algum dia voltarão a ser território nosso. Mas é um país de violência profunda, que pode parecer fora de controle.

Essa violência tem um reflexo na vida cotidiana das pessoas. É isso que aparece nos seus roteiros? Claro! Mas creio que isso seja comum a todos os países latino-americanos, em maior ou menor grau. São Paulo, Rio, Buenos Aires, Bogotá, Caracas, em todos os grandes centros metropolitanos da América Latina temos de enfrentar a violência. E não podemos fazer comédia da violência; ela não nos parece divertida. O que faço é questionar com um certo humor.

Mas você faz piada em Esquadrão guilhotina. Sim, mas não é uma comédia da violência, a graça está na história. Usei o humor para questioná-la; para dar um ponto de vista distinto, ver outros lados. É uma mudança de perspectiva. Não há inocência quando se faz uma novela histórica. Não estamos falando do passado, estamos falando do presente.

Mas é uma farsa? Sim. A melhor forma de fazer com que um político se dê conta dos problemas é pela farsa. Ela permite desnudar a política.

Isso faz lembrar Marx quando disse no 18 Brumárioque a história acontece duas vezes: a primeira como tragédia, a segunda como farsa. Pode ser que tenha razão. A revolução mexicana foi profundamente trágica.

E agora é uma farsa? Não necessariamente. Podemos ficar todo o tempo na tragédia.

Você já veio outras vezes ao Brasil. Como pensa a inserção deste país na cultura latino-americana? Sabe, eu gosto de ouvir as pessoas falando “portunhol” comigo, mas creio que o idioma faça com que o Brasil fique um pouco isolado. Os brasileiros estão em um país grande, em uma potência econômica, em que há um orgulho brasileiro. Acho que isso também está mudando na América Latina. O Brasil se dá conta de que não pode continuar isolado. O governo de Lula é muito bem-visto, como um estadista, de uma maneira mais ativa que Fernando Henrique Cardoso. É visto como um homem que está no controle do país. Acho que é um país muito influente. Juan Rulfo dizia que todos devemos ler o Grande sertão: Veredas, de Guimarães Rosa

Você já leu? Sim, há muitos anos, em espanhol. O cinema brasileiro também é muito importante. Cidade de Deus e Central do Brasil são muito distintos, mas duas grandes influências. Na literatura, Paulo Lins abriu todo um mundo desconhecido, com uma novela antropológica. Clarice Lispector também é uma mulher muito respeitada. E gosto do trabalho do meu amigo e escritor Marçal Aquino. Da música, falta ao Brasil conhecer toda sua gama musical. Eu gosto de Pavilhão 9, de todos os grupos de rap da favela que não são conhecidos fora. Ouço Titãs e uma grande cantora pop, Vanessa da Mata. Tudo isso é pouco conhecido fora, eu conheço porque sou fanático por música, tenho mais de 50 CDs de música brasileira, de Daniela Mercury a Pavilhão 9. Outro filme importante é Carandiru, de Babenco. Aliás, o Pavilhão 9 ficava dentro do Carandiru, não?

Sim. Já que falamos do Pavilhão 9, vamos tratar da questão da vida e da morte em seu trabalho de escritor e roteirista? Toda minha obra literária foi escrita antes dos roteiros. É um pouco difícil tratar das obras que escrevi. Às vezes, parece como um cadáver seu que morreu.

Ainda caça? Sim, sobretudo no México. Mas já cacei no Texas, no rancho de meu amigo Tommy Lee Jones, e na Argentina.

Os ambientalistas nunca te perseguiram? Os ecologistas sérios, não, pois estes são caçadores. Os que criticam são os que confundem os animais com os seres humanos, que vestem seus cachorros com blusas e botas.

Que animais você caça? Caço veados, pombas, codornas, gansos e patos.

E você já disse que o caçador tem amor por sua caça. Claro! Um caçador respeita a presa, não é um predador. O caçador está na natureza, não mata por matar. Já persegui um veado e, depois, decidi não matá-lo.

Pode caçar e não matar? Sim, e se pode matar e não caçar.

Você já matou? Sim, muitos.

E o que você faz com a caça? Eu como. Invento receitas. Por exemplo, coelho com tequila, pomba com molho de vinho tinto.

Quem são seus escritores favoritos? Pedro Juan Gutiérrez é o maior escritor do mundo. Uma vez, escrevi um e-mail para ele dizendo "quero ser seu amigo".

Por que você se encanta com histórias simultâneas? Porque assim é o ser humano. Estamos aqui falando de várias coisas, histórias que se tocam. Sempre, na vida real, contamos muitas histórias que vão se tocando uma com a outra.

Em Babel, há uma relação de causa-efeito entre os acontecimentos. Em Amores brutos as histórias não têm essa interdependência. O que significa essa mudança de registro? Juan Rulfo escreveu contos muito distintos em El llan en llamas. William Faulkener também era assim. Isso significa que cada história tem uma maneira de ser contada. Eu não busco uma forma única que se repita, e sim uma aproximação estética. Cada história tem uma forma orgânica de ser contada.

Escrever e dirigir te ajuda a contar melhor uma história? São dois momentos distintos. Escrever e dirigir são duas maneiras diferentes de contar uma história.

Você afirma que dirigir foi sua melhor experiência profissional. Sim, uma das melhores. E também das mais divertidas. Trabalhar com a equipe que trabalhei foi um privilégio. Contei com atores, com gente muito boa atrás das câmeras... Foi como ter Zidane e Ronaldinho na mesma equipe.

Você pretende voltar a trabalhar com Iñárritu? Não, isso terminou para sempre.

Geralmente, a autoria de um filme é creditada ao diretor. Como você acha que seria uma forma justa de dar créditos no cinema? Agora que fui diretor, declinei do crédito “um filme de”. O melhor seria colocar sem hierarquias. A quem pertence o mundo interior?

Você acredita que a literatura muda o mundo? Creio que a literatura não promove mudanças, mas permite formular perguntas. E as perguntas promovem as mudanças. Uma menina em uma livraria chegou e me disse “O búfalo da noite me tirou todas as dúvidas que meu terapeuta não conseguiu tirar em três anos”. Essa é talvez um das melhores homenagens que se pode fazer a um escritor. Às vezes, os livros questionam tão fortemente a realidade que esta tem de mudar.

Quais autores você lê hoje? Pedro Juan leio muito. Livros de ensaio. Tem um autor americano chamado Malcom Gladwell que escreveu dois livros interessantes, How little things can make a big difference e Blink - the power of thinking withou thinking.

Qual foi o primeiro autor que te encantou? Hemingway foi um dos primeiros. Shakespeare e Steinbeck, eu li aos doze anos, na escola. Também fazia teatro, era obrigatório. Li Èsquilo, Sófocles Eurípedes.

E no cinema, quais são seus favoritos? Bráulio Mantovani (roteirista), Fernando Meireles, Walter Salles, Hector Babenco. Para qualquer pessoa de cuja obra eu gosto, ligo dizendo que quero ser amigo.

Quero ser amigo de Guillermo Arriaga. Amigos! Gostei muito desta entrevista, obrigado. ©




quarta-feira, 4 de julho de 2012

O meu jeito de ser feminista

  Galera, estou dando uma pausa nos meus textos para falar de um assunto bem polêmico e discutido até hoje: o feminismo.Apoiando os blogs feministas que eu li recentemente, chego aqui com a minha opinião sobre o assunto. 
  Vejo ao decorrer dos meus vinte anos que há pessoas e pessoas, independentemente do gênero.Mas o que me deixa com raiva são duas coisas: um homem dizer que lugar de mulher é na cozinha (muito bonito dizer isso, não é?!) e a outra é uma mulher cantar aos sete mundos ``ah ah há, um otário pra bancar! Francamente, essas pessoas devem ter uma relação de interesses muito perjorativas e não tornam a pensar que tem parentes do gênero oposto.
  Pior ainda: a covardia exalada quando o cara bate na esposa. Cara, eu já presenciei isso com várias pessoas que eu conheço e, se isso foi violento só de ver, imagine a pessoa apanhando. Mas é violência também uma mulher batendo em um homem, muitas vezes sabendo que ele vai preso se ele revidar.
 Pessoas, eu acredito no feminismo por algumas experiências vividas e pelo tanto de conquistas que essa corrente de pensamento alcançou no mundo. Porém, também acredito que podemos manter a harmonia com os homens, porque antes de sermos pessoas de gêneros diferentes, somos humanos e nada melhor do que as conquistas lado a lado, não ao constante pé de guerra. Infelizmente, nem todos e nem todas acreditam que a igualdade é isso. Eu falo isso porque eu amadureci com pessoas de sexos diferentes e aprendi a pensar no ser humano sem distinção alguma.

Galerinha, não estou semelhando discórdia alguma, ao contrário, tenho príncipes e princesas em minha vida e agradeço todos os dias que eles passam ou passaram em minha vida. Acredito que vocês também tenham essas pessoas guardadas em seus corações!!

Boa noite XD


segunda-feira, 2 de julho de 2012

Veneno Sinestésico


Tentando apreciar o sabor do vinho
Vendo a minha casa mergulhar no escuro
Eu refletia obcecado com pensamentos duros
Sendo que era a única coisa que  eu fazia sozinho.

Mas essa prática não foi mais seguida
Porque a mulher que me enfeitiçou
Lançou algum tipo de veneno quando comigo se deitou
Porém, quando acordei, ela já tinha pego a saída.

As sinestesias em esplêndida fissura
Eram a metáfora de uma camisa de força
Só podia libertar-me encontrando com a criatura.

E quando toquei na mulher das minhas loucuras
Ela olhou-me de uma forma absurda
Só assim vi que era o começo das minhas torturas.