quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Necessidade torrencial de transtorno

Vivo numa plena e maníaca bagunça. Livros abertos, uns espalhando-se com os outros, lençóis enrolados na cama, as roupas pareciam que estavam se agarrando, a cozinha suja de gordura bastante acumulada e os panos de chão jogados em cada canto do chão. Não somente a minha casa mas a mesa de trabalho era um projeto arquitetônico exótico, onde procurações, documentos, protocolos se edificassem no meios das loucuras externas ao trabalho, como documentos do curso, pessoais, papéis de doces e comprovantes, além do velho monitor, que já estava caleijado de tanta pancada que dei nele. O carro parecia um motel pelas camisinhas usadas, exalando o cheiro seco destas e do álcool que era derramado das garrafas em cada freiada ou cada mulher com quem eu estava.
 Tudo isso externa bem pouco daquilo que situa-se em minha cabeça. Os orgasmo sem objetivo, o stress mal externado, o carinho que meu irmão pequeno fazia na minha cabeça, a sequidão da minha mãe, a alegria do meu pai, os dez anos fracassados por causa de um amor que não se dobrava ao respeito, as risadas dos meus amigos, os conselhos que eu dava e recebia, as pancadas que levei dos policiais, os lábios das meninas que eu beijava, o medo da morte, os pensamentos que a minha mente impunha de alguma origem desconhecida.
 Quer saber? Deixa como está! Não existe tipos de vida onde não se tenha alguma carga, nenhuma mente com total pudor e ninguém que não tenha alguma característica que os ``outros``não  formulam de esquisita. Todos terão vazio, a esquisitice e a amenidade e não me imagino vivendo sem isto. Digo que sem isto, até respirar é um ato em vão.

domingo, 9 de setembro de 2012

Uma dose de felicidade?

 Finalmente tive noção da gama de tudo o que passava pela minha cabeça. Ao ver a dimensão que o meu consciente podia alcançar, eu banalizei as dores esporádicas, as pequenas preocupações, as bobagens que os outros cuspiam, além de esquecer os maus momentos que passei. A serventia de tudo isso era pra que eu ficasse mais esperta em relação as coisas e para que eu não perdesse o senso de realidade. Fora isso, penei para apagar toda a toxina que isso me causou. Porém, consegui.
 Dizem que o mundo está por acabar, outros dizem que não faz sentido que Deus construa o mundo para destruí-lo. Às vezes, eu penso na segunda opção mas também penso que o mundo vai se acabar, tendo a noção do quanto o ser humano tem a mesquinhez de alimentar o seu superego com coisas fúteis.
 Com isso, tive a noção de que eu não vou saber para aonde eu vou depois que a última batida será tocada. Nem quero perder tempo com isso com essa de que a alma irá morrer, se vou pro céu, se vou pro inferno. Sei que tenho coisa muito melhor a fazer aqui do que rebaixar o meu pensamento ao egoísmo e a futilidade. O que importa é viver da melhor maneira possível!
Quando a gente menos imagina, uma pequena dose de felicidade inspira a felicidade de outras pessoas!

Be happy!