quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Uma sincera e confusa correspondência

Oi, bonita?

Lembra que você tinha me dito que me expresso melhor escrevendo do que falando e de um belo defeito meu que eu não lido bem com as minhas emoções?
Bom, estou aqui, escrevendo palavras que posso ainda esquecer dentro de horas mas posso lembrá-la numa mistura de ressaca e sono!
Teve uma pessoa que me disse que ela não tinha mais pique quando tinha 18 anos mas, no meu caso, eu já estava cansada de muitas coisas, cansada de me sentir uma cabaça, de coisas que eu não conseguia engolir, pelas minhas restrições de personalidade, pela confusão danada de construir a minha vida, de coisas que escondo, das pessoas, das minhas lutas, de não viver um determinado padrão de vida, principalmente quando se é mulher.
Já tive experiências muito boas com as pessoas mas também tive experiências que eu gostaria de apagar da minha vida, de socar algumas pessoas, de estar perto dequem realmente amo e de voltar á lugares aonde estive.
 Ultimamente, eu sinto muita falta de chorar mas por mais que a vontade acenda, o nosso treinamento não nos permite. Vontade de mandar se foder à quem colocar um código de conduta sobre as minhas vontades, mandar tipinhos irem à merda, socar à quem me assediasse na rua, beber até não ter sobras do meu fígado, tendo belasconversas chapadas com os amigos durante dias, tornar os hábitos cotidianos mais inúteis
e outros sonhos que me surgem a cada dia que a minha mudança proporcionou e à cada dia
que eu vivo aqui.

Por favor, venha aquio mais breve possível porque devo um abraço para você e para a minha alma.

L.S.

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